sábado, 19 de agosto de 2017

Algum ritmo para hoje...

Para iniciar bem as férias do verão, com ritmo...
Reggaetón Lento - CNCO

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Este blog vai estar +/- de férias!

Já vos disse aqui que a palavra "férias" é a minha 2ª palavra preferida... E hoje é exatamente o meu último dia de trabalho antes de umas merecidas férias pequeninas... Não tenho planos, até porque férias é isso mesmo: viver sem planos... Ahhhh o que eu gosto de viver sem planos!!!!! Mesmoooooo...

O único plano previsto é ir à festa da Lomba da Maia (no último fim-de-semana do mês! Não faltem!), pois é da praxe ficar em casa da minha avó Olídia. Ela adora (ou adorava!) ter a casa cheia de família e, como já conta com 93 anos de vida, fazemos-lhe sempre a vontade. De resto... tirando esta magnífica festa que é "qualquer coisa do outro mundo" (qual festa do Santo Cristo, qual Festival Monte Verde!!!! NOT!!!) não há mais programação... Quer dizer... a programação começa a ser interessante quando fazemos algo semelhante a isto: acordar... praia/piscina... almoçar... brincar... praia/piscina... jantar... passeio ao luar... E é exatamente isto que pretendo fazer das minhas férias: aproveitar o bom tempo (se houver!!! mas se não houver, paciência, havemos de aproveitar o calor, que esse haverá de certeza!), o mar e a companhia de gente especial do meu mundo...

Não vou escrever aqui todos os dias... já, inclusive, agendei alguns posts para que não me esqueçam nos próximos dias (isso é que era bom, ir de férias e deixar-vos sem um mínimo sinal meu! Nem pensar!)... E, uma vez por dia, terão umas músicas, das que mais gosto nesta época do ano (e não só!), para ouvirem...

Malta, vou ali "acalmar-me" uns dias um bocadinho e já volto, combinado?!... ;)








quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Gosto de música de verão...

Não é novidade para ninguém que eu adoro de paixão o verão. Gosto mesmo! Se pudesse ficava só com 1 mês no ano de inverno, só para desenjoar... mas os restantes 11 meses teriam que ser de calor, de sol abrasador e de muito mar... Mas, nesse caso, as férias teriam de ser maiores também! Ahhhh isso sim, seria mesmo o ideal!

O verão deixa-nos mais soltos, mais livres, mais felizes, mais bonitos,... opá gosto mesmo, mesmo (e prefiro!) da pessoa que me torno no verão!...

Além de gostar de verão, também gosto muito de música que me faz lembrar dele (do verão!)... Portanto, quando o tempo começa a aquecer, começo também a entrar na música de verão: música latina, brasileira, música sensual, com ritmo, com batuques, com vibração, que me enche a alma de sol e felicidade e reacende a minha veia da imaginação! É isto... Imagino-me naqueles países quentes ou em ilhas desertas, vestida de branco, numa praia qualquer com águas cristalinas, rodeada de pessoas a transbordar de bonitos sorrisos e boas energias, com a música que oiço sempre como parte do cenário...

Deixo algumas das músicas que mais tenho ouvido este verão... e que me transportam para além da realidade... ;)

*** Curioso ou não, a minha filha também vibra como eu com este tipo de música! :)

Se quiserem ouvir é só mesmo clicar no play! ;)

(Andas en mi Cabeza - Chino y Nacho ft Daddy Yankee)


(Despacito - Luis Fonsi ft Daddy Yankee) 
Acho que ouvi mais esta música do que sei lá o quê! A minha M. adora!


(Me llamas - Piso 21 ft Maluma)

(Me enamoré - Shakira)


(Vente pa' ca - Ricky Martin ft Maluma)


(Bailando - Enrique Iglesias ft Descemer Bueno, Gente de zona)


(Reggaetón Lento (Bailemos) - CNCO


(Otra vez - Zion & Lennox ft J. Balvin)


(La Rompe Corazones - Daddy Yankee ft Ozuna)


(Traicionera - Sebastián Yatra)


(Desde esa noche - Thalía ft Maluma)


(Bailar - Deorro ft Elvis Crespo)



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Como fugir da negatividade?!

Sabem aqueles dias em que acordamos e vemos que está um sol radioso, um dia extraordinariamente belo, que nos enche a alma de boa disposição e vontade de viver apenas sensações positivas ao longo do dia?! Sabem exatamente do que estou a falar?! Quando isso acontece, até o nosso "bom dia" é dado com um verdadeiro sorriso na cara, com alegria de viver, com positividade... Consola!
Mas... se alguém de mal com a vida (ou consigo próprio!), ou porque simplesmente já tem o hábito de reclamar (mesmo que não saiba!), e tem pensamentos negativos logo de manhã e nos responde mais friamente ou reclama simplesmente porque "no céu está uma nuvem a atrapalhar", quando há todo um céu azul para contemplar... estraga-nos logo a manhã... se o deixarmos!...

Eis aqui alguma dicas de uma coach de alta performance e produtividade (Patrícia Marinho), de um texto que alguém partilhou (este aqui), comentadas por mim, para vos ajudar a sair dessa:

- Somos o resultado das 5 pessoas que mais nos relacionamos. Esteja ao lado de pessoas que sejam altruístas e otimistas.
Procure relacionar-se com pessoas positivas e de bem com a vida... Se tem a mania de reclamar, gradualmente vai deixar de o fazer...

- A palavra tem muito poder.
Tente ser positivo nas palavras que utiliza no seu dia-a-dia. Se existe uma nuvem no céu, olhe para o resto do céu e diga o quanto está azul e bonito... Se está com um problema, minimize-o e veja o que pode fazer para resolvê-lo o mais rápido possível.

- Reclamar é um hábito, por isso pode ser mudado.
Apesar de nem todas as pessoas saberem que têm esse hábito e continuam a reclamar por tudo e por nada, tente saber se é uma dessas pessoas. Se for, comece por ter atitudes positivas e forçar-se a estar bem disposto com a vida e com os outros com quem lida diariamente.

- Mude de assunto sempre que alguém reclama.
Se alguém reclamar de algo ou consigo ao seu lado, mude de assunto para algo mais positivo ou diga algo positivo sobre aquele assunto, de forma a encaminhar a conversa para algo positivo, bom, que desperte o melhor no seu coração e no dos outros. Seja gentil. Não é fácil, mas não é impossível...

- Não chame a atenção da pessoa que reclama.
Se fizer criticas a quem reclama vai funcionar como uma bola de neve e vão acabar em críticas um ao outro, por isso, se alguém reclamar, fale algo positivo.

§§§

Dica de ouro se é a pessoa que reclama: 
Regra da água: ande sempre com uma garrafinha atrás (se for ecogarrafa da Tupperware, melhor!). Se apetecer reclamar de algo, beba um golo de água e mantenha-a durante um tempo na boca, de modo a não conseguir falar. Beber água faz bem à saúde e, claro, à mente.

Aposto que se aprendermos a reclamar menos vamos ser mais felizes! Faça isso, a bem da comunidade onde vive e a bem da sua saúde mental!

Eu já ando a tratar disso, todos os dias da minha vida! :)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mitos e verdades da amamentação

Outro dia alguém partilhou um artigo bastante interessante sobre a amamentação (este aqui) e eu gostava de poder falar um pouco sobre ele...
Eu amamentei a minha filha durante algum tempo. Ao longo do período de amamentação ouvi muita coisa, sofri muito, o primeiro mês e meio foi terrível, mas a partir daí a coisa até correu bem. Os quase 3 anos de amamentação permitiram-me ver que a nossa sociedade ainda anda camuflada sobre ideias pré concebidas e nem sempre correspondem à realidade. Há gente hipócrita, há gente falsa, há gente sincera de mais que não consegue guardar a sua opinião para si e pensa que amamentar uma criança é quase uma aberração da natureza... Pois eu digo-vos amamentar um filho é a natureza pura a falar mais alto!

Ler o artigo que partilho convosco (aqui) fez-me reviver muitos momentos que aconteceram durante a amamentação da minha filha... O que vou comentar é apenas o que aconteceu comigo, na experiência que eu tive. Não quer dizer que seja assim com todas as mulheres, nem com todos os bebés. Importante também referir que também não sou contra quem decide não amamentar, pois cada um é livre de tomar a sua decisão.

1. A maioria das mulheres não produz leite suficiente.
É completamente mentira. Todas nós produzimos leite (muito leite!). É importante o bebé pegar bem na mama desde cedo e beber com a frequência quiser. Não há cá "agora não que estou no hiper". Se for necessário, a prioridade tem de ser a alimentação do nosso filho. Sempre!

2. Algum leite materno é fraco.
Novamente é mentira. O leite materno possui todos os ingredientes necessários para o bebé. É quase como um ato milagroso, pois o que sempre me disseram (dos médicos e enfermeiras com quem contatei) foi que o leite materno fornece todos os ingredientes que o bebé necessita no momento em que mama. E a verdade é que a minha filha nunca me pediu água ou outro alimento que estivesse em falta porque bebia sempre do meu leite. Era impressionante!

3. Amamentar é doloroso.
É, muito! Durante o primeiro mês e meio principalmente (comigo!) foi mesmo muito doloroso! Pensei muitas vezes em desistir... A falta de experiência da mãe em dar a mama e do bebé em posicionar bem a mama faz com que seja um processo um tanto quanto doloroso. Eu tive os meus dias de muito sofrimento, mas persisti e consegui superá-los.

4. O bebé deve beber água.
Nem água nem chá. Como já disse em cima. O leite materno possui todos os ingredientes que o bebé necessita ingerir naquele momento. E é incrível que durante muito tempo existe a sincronização da mama com a necessidade do bebé.

5. Tirar leite com o extrator controla a quantidade de leite que o bebé ingere.
No meu caso, preferia muito mais que fosse a minha filha a extrair o leite do que a própria máquina. Só o fazia com a máquina quando tinha mesmo de ser. Quanto mais o bebé mamar, mais leite irá produzir. Importante também a mãe sentir-se e estar bem, sem ansiedades, sem stress, pois isto também dificulta a amamentação.

6. Se os bebés estão a mamar muito é porque não recebem leite suficente.
É mentira. O leite materno ingerido funciona como um adulto a ingerir peixe. Como é um alimento de mais fácil digestão, é pedido em menos tempo do que o leite de fórmula.

7.  Fazer uma pausa na amamentação aumenta a produção de leite.
Mentira. Como já disse em cima, quanto mais o bebé mamar, mais leite vai produzir. Não era à toa que nos primeiros meses tinha a sensação de andar sempre com as maminhas de fora (em casa, claro!).

8. Bebés amamentados não devem tomar biberão. Confunde-os.
No meu caso, no dia que fomos à enfermeira, extrai leite em casa e coloquei-o num biberão. No Centro de Saúde, a minha filha com 2 semanas bebeu o seu primeiro e único biberão que bebeu durante toda a amamentação. Depois desse dia rejeitou todo e qualquer biberão. Não sou contra quem tem coragem, mas eu não tive coragem de amamentar em qualquer sítio, daí a minha preocupação que ela bebesse no biberão, principalmente quando estávamos fora de casa. Ainda tentei 1 ou 2 vezes fazer com que ela aceitasse o biberão, mas não consegui. Tive de encontrar alternativas e nisso o namorido foi um grande e importante aliado.

9. Amamentar reduz a sensibilidade, altera a forma e o tamanho do peito.
Mentira. Não noto grande diferença nos meus. Continuo a usar o mesmo número que usava antes de engravidar e a sua forma, tamanho e sensibilidade são mais ou menos idênticos.

10. O leite materno é melhor para o peso e QI do bebé.
Infelizmente também é mentira. Conheço crianças igualmente espertas que não foram amamentadas. No entanto, fico surpreendida com a inteligência, elegância e saúde da minha M., tal e qual sempre sonhei.

11. Amamentar ajuda a perder peso.
É verdade. Amamentar e fazer cruzes à boca! Quando amamentamos ficamos com apetite de leão. Falo por mim, claro. Era capaz de devorar comida como se não houvesse amanhã... Como que se o meu corpo estivesse praticamente a ressacar por comida. Eu não me privei de nada, por isso tive mesmo que mudar o meu estilo de vida... já me "arrastava" quase... :)

12. Amamentar protege contra a depressão pós-parto.
Julgo que deve ajudar sim. Amamentar, ser uma mãe calma e ter uma boa estabilidade familiar. Ter uma família que nos ajude nas mais pequenas tarefas como lavar e passar roupa, limpar a casa ou fazer a comida, também ajuda muito... Obrigada à minha família que sempre esteve na linha da frente!


Atenção, volto a dizer que esta foi a minha experiência. Há quem fique com os mamilos gretados, que tenha mastites, que tenha as depressões pós-parto,... Eu, graças a Deus, não tive. Tive uma família que me ajudou muito desde o primeiro dia. Uns nuns campos, outros noutros. Importante é que apesar de não saberem, foram uma perfeita equipa para mim e para a minha filha. Eu amamentei, mas eles ajudaram-me a consegui-lo. A minha filha também deu com o jeito logo desde o primeiro dia. Era comilona como a mãe, mas sempre foi uma bebé elegante como o pai (a mãe também está no bom caminho!)! :)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Desafio 52 semanas #33: Tenho medo de...

Esta semana o desafio é dizer de que mais tenho medo nesta vida.....
Sou um bocado medricas, é um facto, pois tenho medo de alturas, de cobras, baratas e ratos (uns mais que outros!), de agulhas e vacinas, de ouvir o que o médico tem para me dizer depois de algum exame, mas os medos verdadeiramente gigantes da minha vida são:
- de ser assaltada na rua ou em casa, abrir os olhos e ver um individuo à minha beira (deve ser uma sensação do caraças!)
- enfrentar doenças graves em mim ou na minha família (já passei por isso e não o desejo a ninguém...)
- de morrer (essencialmente por ser obrigada a deixar quem amo sem poder despedir-me e também por não saber o motivo da minha morte e por não saber o que vai acontecer depois de passar para o outro lado)

E, além de todos os medos que já disse aqui, o maior de todos (mesmo, mesmo), aquele que só de imaginar me sinto sem chão, é o enorme, gigantesco medo que tenho de perder quem eu amo... Este, sim, é, sem dúvida, o meu maior medo!



domingo, 13 de agosto de 2017

Mais uma bebida fresca para o Verão...

Depois da limonada que vos deixei a receita aqui na semana passada, hoje deixo uma de cor mais gira (vermelha!), a Morangada!

A receita é igual à da limonada, acrescenta-se apenas mais um... Segue:
- 2 limões galegos inteiros
- 65gr de açúcar
- 1 litro de água fresca
- 8 morangos

Colocar tudo no copo da bimby, fechar e tocar 3 vezes no turbo durante apenas 1 segundo cada (!!!!). Colocar o cesto e coar o líquido para um jarro... Voilá! Um litro de morangada pronta a beber!

Decoração: rodelas de limão e algumas folhas de hortelã! Tropical! ;)

sábado, 12 de agosto de 2017

Imagens sem palavras possíveis...

Hoje apeteceu-me partilhar uma foto que, modéstia à parte, traduz o quão bonita é a ilha onde vivo... Estávamos a caminho da Lomba da Maia, para irmos à festa da Comunhão Solene da minha querida prima Beatriz, em junho. Estava um dia lindo, no verdadeiro sentido da palavra. Estava tão lindo que decidimos parar a meio caminho no Miradouro de Santa Iria só para contemplarmos um pouco a paisagem... Tirei as fotos que vos deixo aqui pois o que vi deixou-me mesmo, mesmo, sem palavras!...

Se o paraíso existe, a ilha onde vivo já é o início do estágio para lá chegar...




sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Um momento que me fez chorar...

Depois do castigo que apliquei à minha M. por andar a derramar shampoo à toa pensei que não o voltasse a fazer... Como me enganei... Fê-lo de novo 3 dias depois, mesmo tendo-lhe advertido para não o fazer antes de me ausentar... Depois do duche tínhamos que ir ao hiper fazer umas compras de última hora para o jantar e disse-lhe que, como castigo, não ia ter nenhuma "prenda" na ida ao hiper. E não valia fazer birras, nem choros como se não houvesse amanhã. Depois de, no caixa ter visto uns bonequinhos dos PJ Masks e de eu lhe ter recordado que nem valia a pena, desatou a chorar, mas não me comovi. Fomos levar as coisas ao carro e, quando fui arrumar o carrinho, ela achou que podia andar no jardim sozinha... Como estava por ali, deixei... Mas quando chegou a hora de ir para o carro chamei 1, 2, 3 vezes... Depois de tanta situação stressante na última hora, em que estive mais zangada do que boazinha com ela, senti-me cansada... Ameacei ir-me embora e nem isso a demoveu. É que nem olhou para mim... Nisto... aproximou-se dela uma senhora que, à primeira vista não reconheci... Calmamente foi falando com ela, pegou-lhe pela mão e, devagarinho foi-se aproximando de mim trazendo a minha filha, enquanto conversava com ela. À medida que se aproximava de mim fui reconhecendo a sua identidade e as lágrimas caíram-me cara abaixo, sem que eu conseguisse parar... Chegou perto de mim e antes que ela dissesse quem era, eu identifiquei-a e abracei-a... Ao tempo que queria fazê-lo, pois admiro-a profundamente. Era a Paula. Uma pessoa cuja vida tem sido demasiado madrasta. Demasiadas vezes. Já recebeu mais sentenças de morte que o pior dos réus dos EUA e ela nada fez para o merecer. E, contra tudo e todos, tem sobrevivido, tem enfrentado a morte como uma verdadeira guerreira.

Nesse dia recebi uma grande lição, mesmo sem ela saber: as crianças só precisam de um pouco mais de paciência da nossa parte. Não devemos deixar que o stress do nosso dia interfira da forma como lidamos com os nossos filhos. Não quero que a minha filha se torne uma "selvagem" por eu deixar fazer tudo o que quer e como quer, pois ela precisa de regras (e aplicá-las também é amar!), mas também precisa de uma mãe mais calma, mais amiga, mais compreensiva.

Obrigada Paula por teres aparecido do nada nesse dia... Por existires... Tens uma missão muito bonita neste mundo. Que Deus te ajude a V.E.N.C.E.R. com distinção essa maldita doença!... De uma vez por todas!!!

V.I.V.E. plenamente todos os segundos que tens. Devíamos fazê-lo todos, não é assim?! ;)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Conversas da minha filha aos 3 anos...

Estávamos nas piscinas municipais da Ribeira Grande outro dia e, enquanto a minha M. estava super ocupada a fazer os seus castelos na areia com um conjunto de balde, coador, regador e restantes utensílios da Patrulha Pata que lhe comprei (e que adorou!) e, do nada, sai-se com esta: 
- Mãe, depois vou deixar a Leonor brincar com estas coisas.
E eu com cara de ponto de interrogação pergunto-lhe de quem está a falar... e ela repete, já mais esclarecedora (deve ter pensado "dahhh mãe!")
- Mãe, a Leonor, a minha irmã, depois pode brincar com estas coisas. Eu deixo.
A minha cara de ponto de exclamação desta vez falou mais alto... e depois comecei a puxar por ela para perceber se realmente ela estava a falar de alguém que não existe e nem sei se irá existir um dia...
- Perguntei: Filha quem é a Leonor?
Ela: A minha irmã!
Eu: Mas filha, onde está a Leonor?
Ela: Ela ainda está no céu, mas depois vai vir. Mas tens de pedir muito ao Jesus para que Ele a mande para cá.
Eu: E o pai não tem de pedir também?
Ela: Tem! Mas o pai tem de ir devagarinho pedir ao Jesus, se não o Jesus fica zangado. Ele é menino!!!... A mãe é que pode pedir melhor...

E pronto, é isto!
Num instante ganhei uma 2ª filha (que ainda não existe, mas que já tem direito a balde da Patrulha Pata!!!) e ainda por cima sou eu que tenho de fazer o pedido ao Jesus... Estou feita ao bife!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Somos uma verdadeira equipa!

Já o disse aqui que mais ou menos desde o dia que corro que somos 3. Somos 3 pessoas diferentes, cada uma com os seus próprios objetivos, cada uma com o seu próprio ritmo. Normalmente vamos juntas para os balneários (já em passo acelerado para ir fazendo o aquecimento!), equipamo-nos ao mesmo tempo e saímos dos balneários juntas também. A partir daí cada uma faz o seu próprio treino. Nem sempre vamos juntas, pois os nossos ritmos são diferentes, mas sabemos que as restantes andam perto, na mesma estrada que nós. Nunca me sinto completamente sozinha e aposto que elas também não.
O nosso "pacto" é o de não deixarmos de ir correr quando as restantes não podem ir e, também, o de não desistirmos e, caso isso passe na cabeça de alguma de nós, é dever das outras não deixarem acontecer... "Amigo não empata amigo, mas amigo está lá para nos motivar!".

A semana passada foi uma semana menos boa. Houve dias em que existiram faltas, existiram problemas, cansaços e faltas de motivação. Houve dias que, por uma razão ou por outra, a vontade de levantar da cadeira era menor que a vontade de ir meter km nas sapatilhas... E, são nesses dias que vemos o quanto somos uma equipa. Não nos abandonamos! Apesar de não estarmos ali umas ao lado das outras, estamos lá com elas. Somos uma equipa que se motiva, que se ajuda, que reconhece quando as outras estão menos bem e, nem é preciso saber o motivo, basta dizer "Eu vou contigo, não te deixo sozinha. Vamos lá!". E vamos mesmo... Bem ou mal, com mais ou menos vontade, lá vamos nós...

Apesar de não sermos amigas de longa data, de não estarmos na casa umas das outras ao fim-de-semana, sentimos a amizade florescer a cada dia, sentimos que não estamos sozinhas e que gostam de nos ver bem. 

Obrigada Celina e Elisa por estarem sempre lá para mim, quando estou menos bem... Contem comigo também para estar convosco lá na estrada (da avenida ou até na "estrada da vida"!).



terça-feira, 8 de agosto de 2017

Um mês de casa...

Faz hoje 1 mês que mudamos de residência...
Os primeiros tempos foram de alguma crise (sem bancada, sem lava loiças, sem fogão, sem microondas, sem máquina de lavar, sem... sem...), mas tivemos apoio familiar, tivemos compreensão para encarar as dificuldades, para aceitar o desafio e sabem?! Cá estamos... Com ainda algumas coisas por completar, por preencher, mas estamos vivos e de saúde. E sabem?! Com amor e alegria no coração tudo se torna bem mais fácil (pelo menos para mim!)...
Esta é a grande lição...


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Desafio 52 semanas #32: Ainda quero aprender...

O desafio desta semana é dizer o que ainda gostaria de aprender neste curto espaço de tempo em que ando por aqui neste mundo... Ora bem... não sei se irei algum dia aprender esta série de coisas, mas gostaria de chegar à maioria...

Então, vamos a isso... gostaria de aprender...
- a patinar (sempre gostei da elegância e da habilidade...)
- a fazer Capoeira (adorava mesmo! Gosto da dança, da luta sem magoar, e do ritmo... o estilo e o poder de resistência que eles têm... muito bom!)
- a dançar danças de salão como deve ser (gostava mesmo... sempre adorei dançar e com o meu avô materno dançava valsa, sem mesmo saber, mas como ele gostava de dançar, às vezes rodopiávamos nos corredores da casa dele, mesmo sem música!)
- línguas: a falar espanhol e italiano (são as línguas que mais me cativam e que sempre gostei de aprender, pela sensualidade latina e pela beleza de ouvir alguém a falar uma destas línguas...)
- a tocar acordeão (é dos instrumentos que acho que basta um para fazer a festa e eu gostava de saber tocar por ser melódico... )
- a decorar bolos (tenho feito as minhas experiências, mas nada profissional e gostava de ter alguma base para poder adquirir mais prática e conhecimentos...)
- a costurar na máquina (gostava de saber fazer qualquer coisa, nem que fosse subir bainhas ou as roupinhas para a malta...)
- a fotografar e a fazer vídeos e a ser desenrascada o suficiente para ter um vlog (ora aí está a primeira intenção na abertura deste blog, mas rapidamente vi que tinha mais jeito para a escrita do que para o vídeo... um curso de fotografia acessível e uma máquina fotográfica xpto também vinha mesmo a calhar! :)

domingo, 6 de agosto de 2017

Super fresco e... bom!

Se há coisa que faço com frequência no Verão é a tão famosa limonada da Bimby! É tão fácil e tão rápida de se fazer que até já faço de olhos fechados, quase...

São precisos:
- 2 limões galegos inteiros!!!
- 65gr de açúcar (na receita diz 100gr, mas eu reduzo!)
- 1 litro de água fresca

Colocar tudo no copo da bimby, fechar e tocar no turbo durante apenas 1 segundo (!!!!). Colocar o cesto e coar o líquido para um jarro... Voilá! Um litro de limonada pronta a beber!

*Podem adicionar 6 folhas de hortelã no copo para triturar juntamente com os restantes ingredientes, sabe mesmo bem!

Decoração: rodelas de limão e algumas folhas de hortelã! Tropical! ;)

sábado, 5 de agosto de 2017

Sou mesmo açoriana!

A propósito de um post que foi colocado por um amigo no facebook (este aqui), decidi escrever sobre o assunto aqui.
Já vivi 6 anos fora de S. Miguel, a minha ilha natal, a maior ilha do arquipélago dos Açores. Quando morei em Lisboa, senti que o tempo que lá vivi foram os mais longos da minha vida, mas hoje quando recordo essa altura em que estive fora, acho que até passaram rápido demais.
Em 6 anos de Lisboa senti o orgulho de ser açoriana a crescer dentro de mim de uma maneira mais intensa. Dizem, e é verdade, que só damos valor às coisas quando não as temos. E, os 6 anos em que perdi os amanheceres de S. Miguel fizeram-me passar a dar mais valor àquilo que tenho hoje. 
No dia que sai daqui sempre soube que iria voltar, que iria querer voltar. E, quando chegaram os meus últimos dias lá, sabia que queria voltar com a mesma intensidade com que sai daqui. Se tivesse tido oportunidade de trabalho lá, que fosse suficiente para me sustentar, era capaz de ter ficado mais uns anos, mas na altura não tive e por isso não tinha outra escolha que não fosse mesmo regressar à ilha. Foi a decisão certa! Tudo acontece por uma razão.

No link que vos deixei em cima existem 10 sinais que eu já senti na pele de que nasci mesmo nos Açores. Vou comentar cada um deles:
1. As pessoas fazem questões sobre o seu sotaque e pedem para falar. Tem de explicar vezes sem conta que as 9 ilhas têm sotaque diferentes e que o "sotaque açorianbo" que eles dizem é o de S. Miguel.
Verdade. Apesar de eu ser de S. Miguel, as pessoas pediam-me sempre para falar "açoriano" e eu explicava que não era açoriano, que era micaelense, que as pessoas das outras ilhas falavam diferente umas das outras. E quando ia de férias, o primeiro dia era sempre uma loucura. Ouvia sempre "Vens a falar mais açoriano do que quando foste!"... Sobre isto tenho uma teoria: era a falta de hábito de me ouvirem...

2. As pessoas perguntavam-lhe se nos Açores há eletricidade ou água potável.
3. Ou se dá para ir a nado para outras ilhas.
Quero acreditar que quem me perguntou isso fosse apenas no gozo, pois estou em crer que são suficientemente inteligentes e conhecedores do seu país para saber que isso não é possível!

4. Tem orgulho em ser Açoriano e sente-se insultado quando não sabem quantas ilhas constituem o arquipélago e os seus nomes. Ou quando fazem comentários maldosos.
Sim tenho muito orgulho em ser açoriana, mas não me sinto insultada quando não sabem quantas ilhas somos e muito menos os nomes de cada uma. Eu também já não me lembro do nome dos rios todos, apesar de ter aprendido isso na escola...
Também não levo a mal comentários maldosos. São pessoas incultas provavelmente!

5. Passou quase toda a sua infância a brincar na rua e não se consegue imaginar viver longe da natureza.
Verdade. E para ajudar mais à festa, vivi e cresci no Nordeste onde, na altura, sem scuts, não havia movimentos de maior. Ainda me lembro das casas terem chaves na porta! Foi uma santa e inocente infância. E, sim, hoje não me imagino a viver longe do mar! Já quando vivi em Lisboa, apesar de haver o Rio Tejo, ia, muitas vezes a Cascais, Carcavelos, S. Pedro do Estoril, só para ver o mar e sentir o cheiro do mar... Foi sempre uma coisa que me fez muita falta!...

6. Quando está longe, sente falta dos produtos regionais que o fazem lembrar de casa.
Quando estudava em Lisboa, sempre que ia de férias levava comigo (umas para mim e outras para oferecer): bifes de cá, morcelas, chouriço, kima, Licor de Maracujá, ananás, tabaco, queijadas da Vila e os bolos lêvedos que nunca podiam faltar!!!

7. Vulcões e tremores de terra assustam-nos, mas também ensinam que nos Açores, as pessoas e a natureza adaptam-se sempre.
Verdade. Tenho muito medo destas 2 catástrofes naturais que são impossíveis de prever ou de contornar, mas, ao contrário do que quem não vive cá possa pensar, não existem assim tantos. Em 38 anos de vida devo ter sentido 4 sismos e nunca vi um vulcão em erupção. Não somos masoquistas em viver aqui.

8. É perito em conduzir com nevoeiro.
Safo-me mas detesto. Conduzir com nevoeiro cerrado e chuva detesto mesmo... Nunca sei o que está para lá de 1 metro de carro! É agoniante...

9. Tem família no Canadá ou Estados Unidos e não os conhece a todos!
Tal e qual. Sei que existem, alguns até sei o nome e já vi fotografia (o facebook ajuda muito nisso, antes eram os avós), outros nem faço ideia que existem, mas espero que todos estejam bem de vida.

10. Crescer nos Açores foi muito bom, mas agora que está mais velho, você tem certeza que teve muita sorte.
Verdade.

Lagoa das Sete Cidades, em S. Miguel.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Apliquei um castigo!

No apartamento onde morávamos não havia banheira. Era só um duche, portanto, a minha M. apenas podia brincar na banheira quando ia à casa dos avós. E ela sempre adorou um banho de banheira, pois dizia que ia dar mergulhos e pulos... Mas ultimamente, a minha M. estava com uma mania danada... Ia para a banheira, eu lavava-a e deixava-a brincar um bocadinho depois... Numa das vezes, sai da casa de banho para fazer algo e avisei-lhe para ela, na minha ausência, não mexer nos shampoos (andava com a mania de derramar shampoos como se fossem água para fazer espuminha!!!), pois já lhe tinha explicado que aquilo custava dinheiro e não se podia gastar à toa! 
Quando regressei... ela tinha a banheira cheia de espuma (!!!!) e os frascos a boiar na água!!! Subiu-me um calor pelo corpo acima! Fiquei verdadeiramente zangada! Sabia que tinha de lhe aplicar um castigo para que ela se lembrasse de nunca mais repetir a proeza.

1º Pedi-lhe para arrumar tudo o que estava na banheira, o que fez com alguma insistência da minha parte (e com a torneira de água fria a correr! Teve de ser!)

2º Enxuguei-lhe com uma toalha de uma cor qualquer, sem ser da cor rosa! (Ela quer sempre enxugar-se em toalhas rosa, a cor preferida dela! E este foi um dos castigos que mais a magoou, pois fartou-se de chorar enquanto a enxugava!)

3º Durante 1 semana a partir daquele dia não poderia mais tomar banho na banheira da avó!

4º Naquele dia, fomos para casa, jantamos e fomos dormir sem a sessão da brincadeira antes de ir para a cama!

5º Já na cama, conversei com ela. Disse-lhe que gostava muito dela, mas que estava triste com o seu comportamento. Que ia sempre gostar dela, mas que todos os comportamentos que ela adote terão sempre uma consequência boa ou má. Que a avó tinha comprado o shampoo e ela o gastou sem necessidade nenhuma. Que assim a avó não teria dinheiro para lhe comprar coisas, pois gastava o seu dinheiro a comprar shampoos. Que a avó estava muito triste com o comportamento dela, por isso no dia seguinte teria que lhe pedir desculpa.

No dia seguinte, ao chegarmos à casa da avó, enquanto a vestia (ela costuma ir de pijama para a casa da avó), perguntei-lhe se não tinha nada para dizer à avó... Ela fez aquela carinha doce que só ela tem e disse "Desculpa." e abraçou-lhe.
Mantivemos o resto do castigo "uma semana sem tomar banho de banheira" mas... ela voltou a fazê-lo ainda mais uma vez (cenas dos próximos capítulos!!!)! :(